quarta-feira, 9 de abril de 2014

Turistas

Salzburg - Austria - 2007

O grande problema dos chamados "lugares turisticos" são os turistas.
Milhares de pessoas invadem esses lugares, fazendo desaparecer tudo o que de original e autêntico poderiam ter, a começar na própria população autóctone.

Nada mais desagradável do que caminhar por ruas estreitas, apinhadas de turistas, ou visitar um lugar sem termos de nos desviar de umas quantas pessoas e, em extremo, levar (e dar) uns quantos encontrões.
Claro está que, para os outros, eu também estou a mais naquele local. Mas, obviamente, esse não é o meu ponto de vista.

No topo da 'chatice' dos turistas estão as excursões, nomedamente de orientais (não, não é nenhuma questão xenófoba, é que são muitos de cada vez). Magotes de pessoas que perseguem uma bandeira ou um chapéu de chuva fechado ou um outro qualquer objecto diferenciador, a olhar de forma sincronizada para os mesmos locais. Ou então a tirar fotografias de forma a ficar em frente de um qualquer monumento ou local de interesse, fazendo um 'V' com os dedos.

Para agravar os factos, ao receber todos estes forasteiros, os lugares turisticos 'adaptam-se', nomeadamente se são pequenas cidades ou aldeias. A chegada de tantos novos habitantes temporários, são uma fonte imperdível de riqueza, o que obriga a alterações, quer no tipo de negócios (mais virados para os souvenirs ou para a alimentação), quer nas infraestruturas (parques de estacionamento, transportes ou alojamentos).
Então se o interesse turistico for grande, prosperam os estabelecimentos de conhecidas cadeias mundiais, equalizando a oferta de serviços independentemente do lugar onde estamos.

Na minha perspectiva, o habitat natural dos turistas são os parques de diversões ou até mesmo certo tipo de feira ou eventos. Fora disso são intrusos.

Toda esta minha abominação pelos turistas agrava-se quando olho para esta fotografia. O que se vê na imagem é a casa onde Mozart nasceu, em Salzburg, cidade pacata. Na janela aberta podemos ver um turista. Quando decidi fotografar o edifício, aguardei pelo momento em que ele se fosse embora, permitindo-me fotografar a fachada 'limpa'. 
E esperei. Esperei perto de dez minutos. No final dei-me por vencido. Tive de o trazer juntamente com o resto do prédio.


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